No
próximo dia 28, o Cinema faz aniversário
e completa 115 anos.
Enxuta
e com cara de que ainda vai comemorar muitas
primaveras é hora de comemorar a data
com as melhores produções que
falam sobre cinema.
Confira!
10. Cine Majestic
(The Majestic, Estados Unidos/Austrália,
2001)
Peter Appleton (Jim Carrey)
é um roteirista que faz parte da lista negra
de Hollywood. Ele foge e sofre um acidente. Sem
memória ele é acolhido por Harry Trimble
(Martin Landau), dono de uma sala de cinema. Ele
acredita que Appleton é o filho que desapareceu.
A convivência dos dois faz com que o roteirista
comece a se interessar por filmes. É por
isso que ele começa a reformar a antiga sala
para o local ser novamente frequentado. O filme
é uma homenagem a quem gosta de ir ao cinema.
Trimble fala que o ato de ir ao cinema é
como entrar num palácio. Você pode
estar com problemas, mas assim que se entra na sala,
eles deixam de ser importantes.
9. Os Picaretas
(Bowfinger, Estados Unidos, 1999)
Bobby Bowfinger (Steve
Martin) é um produtor decadente de filmes.
Há anos ele tenta emplacar um sucesso de
bilheteria. Bowfinger tem uma ideia genial que pode
por fim a vida cheia de dívidas e a chance
de alcançar o estrelato, com direito a tapete
vermelho e muita badalação. O plano
é fazer uma ficção cientifica
e colocar no papel principal, o astro Kit Ramsey
(Eddie Murphy). Mas para realizar a produção
ele não tem grana para bancar o salário
de Ramsey e decide fazer o filme sem que o próprio
Ramsey saiba que está dentro da produção.
Os atores aparecem do nada e começam a interagir
com ele, o que o deixa paranoico e com mania de
perseguição. De forma satírica
‘Os Picaretas’ tira sarro do sistema
de produção de um filme e dos ataques
de estrelismo de um astro hollywoodiano.
8. O Desprezo (Le
Mépris, França/Itália, 1963)
Camille (Brigitte Bardot)
tem a impressão de que seu marido Paul (Michel
Piccoli) não lhe ama mais. Paul é
um roteirista que vai até Roma à trabalho.
Esta viagem é também uma forma de
evitar o fim do relacionamento. Lá ele realiza
a adaptação da obra grega A Odisseia
para o cinema, que o diretor Fritz Lang está
rodando na cidade. ‘O Desprezo’ é
dirigido por Jean-Luc Godard. Como um dos idealizadores
do movimento Nouvelle Vague, ele pregou a rejeição
ao cinema comercial e aqui ele o faz criticando
esse tipo de cinema. Uma cena que representa muito
bem isso é numa sala de projeção
em que um produtor vaidoso fala que sabe como os
deuses se sentem. Lang retruca dizendo: “Não
foram os deuses que criaram os homens, mas os homens
que criaram os deuses”.
7. Saneamento Básico
- O Filme (Brasil, 2007)
Os moradores do vilarejo
Linha Cristal na serra gaúcha reúnem-se
para tomar providências quanto a construção
de uma fossa para o tratamento do esgoto. A prefeitura
tem uma verba de R$ 10 mil destinada para a realização
de filme educativo. É com esse dinheiro que
um grupo de moradores decide fazer um filme como
forma de conscientizar a população
local sobre os perigos do esgoto a céu aberto.
Eles não fazem a mínima ideia de como
se faz um filme e mesmo assim se aventuram na empreitada.
O resultado é uma ficção científica
com direito a muito suspense e até o Monstro
da Fossa. O elenco de primeira que conta com Wagner
Moura como o Monstro da Fossa e os diálogos
e as situações absurdas fazem de ‘Saneamento’,
uma divertida aula de como se fazer cinema.
6. Cantando na Chuva
(Singin' in the Rain, Estados Unidos, 1952)
Em 1927 é lançado
o primeiro filme falado, ‘O Cantor de Jazz’.
A indústria fica em polvorosa com a novidade.
Assim o casal mais querido do cinema mudo, Don Lockwood
(Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) precisam
se adaptar ao novo formato e têm de fazer
um filme falado. Mais do que isso, eles terão
de fazer um musical. O problema é que infelizmente
a Srta. Lamont não só não sabe
cantar, como tem uma voz horrível. A produção
mostra com muito bom humor e claro, músicas
os bastidores da realização de um
filme na Era de Ouro do Cinema.
5. A Rosa Púrpura
do Cairo (The Purple Rose of Cairo, Estados
Unidos, 1985)
A garçonete Cecília
(Mia Farrow) é apaixonada por cinema. Para
esquecer dos problemas, em especial do marido que
só bebe, ela se refugia no escurinho onde
não cansa de rever o filme 'A Rosa Púrpura
do Cairo'. Certo dia, o herói do filme começa
a conversar com Cecília. Assustada e confusa
ela não entende como isso pode estar acontecendo
até que o impossível acontece: ele
sai da tela para conhecê-la. No mundo real
Cecilia acaba se apaixonando por ele. O diretor
Woody Allen expõe a forma como um fã
se entrega ao mundo dos filmes e que cultiva um
amor platônico por seus ídolos. Afinal,
o cinema é um lugar para sonhar.
4. A Noite Americana
(La Nuit Américaine, França/Itália,
1973)
Durante a produção
do filme ‘Je Vous Presente Pamela’,
o diretor Ferrand (François Truffaut) precisa
lidar com conflitos pessoais e profissionais. No
set de filmagem, ele tenta contornar uma série
de problemas: as angústias da equipe técnica
e os acessos de estrelismos dos atores. A produção
mostra em detalhes como é feito um filme.
Há incríveis cenas mostrando os bastidores
de produção: o diretor instruindo
a atriz a fazer uma cena, a câmera em funcionamento,
a equipe de produção que se esconde
para não aparecer em cena e as tantas parafernálias
que são usadas para se fazer um filme.
3. Fellini 8 ½
(8 ½, Itália/França, 1963)
Guido Anselmi (Marcello
Mastroianni) está em crise de inspiração
para o roteiro de seu próximo filme. Tomado
por inquietações ele começa
a ser assombrado por recordações de
sua vida. A equipe de produção está
a disposição, mas o maestro Guido
não inicia sua obra. O cineasta fica delongando,
fazendo com que todos acreditem que ele tem um roteiro.
Guido se questiona se a tal crise de inspiração
não é passageira, se ele é
apenas um mentiroso sem talento. O filme é
excepcional com a forte característica do
cinema de Fellini cunhado pelo tom autobiográfico
e os temas oníricos e fantasiosos. Chamam
atenção a bela fotografia em preto
e branco e a trilha sonora de Nino Rota
2. Splendor (Itália/França,
1989)
Jordan (Marcello Mastroianni)
cresceu cultivando a paixão pelo cinema.
Quando adulto ele se torna dono do cinema Splendor
no interior da Itália. Apesar do amor que
ele sente pelos filmes, a população
local não sente o mesmo, deixando a sala
às moscas. Com muitas recordações,
a nostalgia dele toma conta ao ver o declínio
de seu negócio. Ele recebe uma proposta para
vender a sala para um outro ramo de negócio.
Talvez seja a solução para pagar suas
dívidas, embora seja o fim de seus sonhos.
‘Splendor’ revela que mesmo quando há
a chance da sala de cinema se fechar, o amor pelo
cinema não acaba jamais.
Este filme é dedicado
a todos aqueles que passam boa parte da vida no
escurinho do cinema. Num vilarejo da Itália,
a única diversão da população
é ir ao Cinema Paradiso. Um desses frequentadores
é o menino Totó, que não perde
nenhuma das sessões. De faroestes com John
Wayne a comédias com Charles Chaplin, a única
coisa que não é exibida no Cinema
Paradiso é cena de beijo e de insinuação
de sexo, que são devidamente censuradas pelo
padre da cidade. Com o passar do tempo Totó
vai se aproximando de Alfredo, projecionista do
cinema. Totó aprende a técnica de
projeção e o fascínio pelos
filmes o vai acompanhar para sempre. A inesquecível
sequência de beijos censurados no final do
filme fazem de Cinema Paradiso uma declaração
de amor ao cinema.