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Nanny McPhee: A Babá Encantada

Nestas férias, o público de filmes infanto-juvenis não tem do que reclamar. Além da aventura espacial Zathura, atualmente em cartaz, outra boa pedida é esta fábula, Nanny McPhee – A Babá Encantada, disponível nos cinemas brasileiros apenas em cópias dubladas.

O filme é ao mesmo tempo divertido e repleto de mensagens edificantes, tendo potencial para agradar crianças e adultos. Estrelado e também com roteiro de Emma Thompson (Oscar de melhor atriz em 1992 por “Retorno a Howards End” e vencedora do prêmio de melhor roteiro adaptado em 1995 por “Razão e Sensibilidade”), “Nanny McPhee” é uma adaptação da série de livros da escritora Christianna Brand.

Thompson vive a personagem-título, uma babá com cara de bruxa que surge na casa do viúvo e agente funerário Cedric Brown (Colin Firth, de “O Diário de Bridget Jones”) para “domar” a prole de sete filhos deste. O que ninguém sabe é que além de altamente perspicaz, McPhee conta a seu favor com poderes mágicos. As crianças (até então especialistas em afugentar babás) aprenderão, assim, importantes lições. Por outro lado, a cada boa ação assimilada pelos jovens, a babá é recompensada, perdendo aos poucos os aspectos de sua feiúra.

Em paralelo a essas peripécias, o filme desenrola-se bem ao apresentar personagens cômicos, como a austera Tia Adelaide, encarnada pela atriz Angela Lansbury, e a breguíssima candidata à noiva de Cedric (e também à madrasta má) Selma Quickly (Celia Imrie). O lado romântico da fita fica por conta da doce criada Evangeline (Kelly Macdonald, de “Em Busca da Terra do Nunca”), secretamente apaixonada pelo patrão.

Além de Lansbury, o diretor Kirk Jones (responsável por “A Fortuna de Ned”) ainda conseguiu atrair para o filme outros consagrados atores veteranos, como Imelda Staunton (indicada ao Oscar de melhor atriz no ano passado pelo papel principal em “O Segredo de Vera Drake”) vivendo uma espevitada cozinheira, e Derek Jacobi, como um dos espirituosos ajudantes de Cedric na funerária.

Bastante enxuto (tem apenas 97 minutos) e colorido, Nanny McPhee é uma daquelas fábulas que deixam ao final um gosto de “quero mais”. Mérito sobretudo do roteiro simpático de Thompson, que investe em personagens bem desenvolvidos e não em efeitos especiais gratuitos.

Nota: 
Crítica por: Edson Barros
Site Oficial : ---

 



 

 




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