O terceiro na escala de qualidade dos filmes do Batman, este "Batman Eternamente" acerta em alguns pontos. Mas erra em (muitos) outros. A começar pela escolha de Val Kilmer para o papel de Batman. Kilmer não transmite um pingo de personalidade ou emoção, ficando com a mesma cara de tédio o filme inteiro. O melhor ator que fez Batman, até agora, foi George Clooney, mesmo sendo "Batman & Robin" um filme retardado e idiota. A presença de Robin, "interpretado" de maneira infantil por Chris O'Donnel, não acrescenta nada ao filme. Parece só mais um personagem secundário, que deve ter sido escrito às pressas para poder levar mais menininhas ao cinema e arrecadar mais dinheiro. O roteiro é muito simplório, não desenvolve bem os personagens. Parece mais um pretexto para se mostrar os ótimos efeitos especiais, com direito à tomadas aéreas de Gotham City, Batman dirigindo o seu carro pelas paredes dos prédios (!!), etc.. Se os personagens principais não funcionam, os vilões são os destaques, como nos outros dois filmes. Tommy Lee Jones exagera em algumas partes, mas consegue interpretar muito bem o desequilibrado Duas Caras. Sem contar que suas assistentes, Sugar (Drew Barrymore) e Spice, são duas gatas. Jim Carrey, pra variar, rouba a cena. Ele é o ator perfeito para interpretar E.Nigma, talvez o mais insano dos vilões de Batman. Aqui ele encontra função para suas caretas. Há boas cenas de suspense com ele, como aquela onde ele joga um cara pela janela da empresa. Nicole Kidman é a mulher que vira a cabeça de Bruce Wayne, num papel repetido e batido. Mas Nicole, sempre muito sexy e bela, consegue injetar alguma vida em sua personagem. Batman Eternamente consegue divertir, mas o ritmo cai em alguns momentos, tornando o filme longo e às vezes cansativo. Há ótimas cenas, mas nada que impressione muito. Prefira os dois primeiros.
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