Be Cool - O Outro Nome do Jogo

Para quem não se lembra (ou nunca viu) 'O Nome do Jogo', ele mostrava um gângster (John Travolta) que se vê em uma situação delicada quando seu chefe morre de um ataque cardíaco. Ele se vê obrigado a trabalhar para pessoas que não gosta e seu primeiro trabalho é cobrar em Los Angeles uma dívida de um produtor de filmes classe "B" (Gene Hackman). Mas ao chegar em Los Angeles sua paixão pelo cinema e a oportunidade de ter outro tipo de vida o fazem apostar todas as fichas em seu sonho.

Dez anos depois do ótimo 'O Nome do Jogo' (e muitos fracassos na carreira de Travolta), fez com que uma sequência entrasse em produção, com a brilhante (nem tanto) idéia de mudar o foco desta vez para a indústria musical.

Chili Palmer está de regresso. Saturado do cinema, Chili vira-se para o mundo da música, onde conhece a viúva de um executivo musical, Uma Thurmam, ao mesmo tempo que se torna manager de um cantora diretamente ligada à mafia.

Se o filme foi feito apenas para relembrar um momento em que Travolta e Thurmam chegaram ao auge de sua sensualidade em uma cena de dança (Pulp Fiction, lembra?), o filme é falho, afinal, Thurmam conseguiu ser mais sensual matando pessoas em 'Kill Bill' do que dançando a música "Sexy" neste filme. Aliás, poderiam ter escolhido algo mais agitado para ver o casal em ação.

O resto do filme é todo "vai-e-não-racha", "tenta-e-não-consegue", ou seja: ele começa a entreter e para, várias vezes, não passando de um entreterimento barato (ou caro?) que todos saem do cinema com sorrisos no rosto, mas depois gostem todo o material assistido no lixo. Vale a pena para quem gosta de entender as falcatruas do mundo do entreterimento. E mesmo assim, ele não mostra nem um terço do que poderia mostrar.

Nota: 
Crítica por: Renato Marafon
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