Sinopse: Junie mudou-se de colégio depois da morte de sua mãe, já que terá que morar com seus tios. Chegando à nova escola ela faz novos amigos, é desejada por Otto, mas apaixona-se por seu professor de italiano.
Pela sinopse acima, o leitor pode achar a história de A Bela Junie (La belle personne) muita parecida com o começo de temporada de Malhação. Para ter uma idéia do que o filme traz, basta imaginar o que aconteceria se a novela juvenil fosse produzida por franceses. A conclusão que se chegará será bem próxima do que realmente se passa nas telas.
Triângulos amorosos serão um ingrediente imperativo nessa receita. Nesse ponto, o filme garante algumas surpresas e reviravoltas. Por se tratar de uma produção francesa, esses casos e acasos do coração só podem ser servidos acompanhados de posturas sexuais heterodoxas e muita falação. Algumas seqüências não são outra coisa do que uma gigantesca discussão da relação.
Por se passar na Europa, os trajes de moda verão da novela global são trocados por casacos, gorros e luvas. A única semelhança visual do filme francês com produções realmente voltada para adolescente está na cara do personagem Otto, que poderá lembrar Dawson Leary, do seriado Dawnsons Creek os dois personagens, além das similaridades físicas, são muito azarados no amor.
Para completar a receita blasé de A Bela Junie, o professor de italiano da escola onde tudo acontece é vivido por Louis Garrel (A Fronteira da Alvorada), o ícone blasé da nova geração do cinema francês.
Tendo todos esses elementos em mão, é fácil deduzir quem é o público alvo desse filme.