O Bem Amado


Sinopse: Odorico Paraguaçu assume a prefeitura de Sucupira e constrói o primeiro cemitério da cidade. Ele não consegue inaugurar sua nova obra enquanto não morrer alguém.

O cineasta Guel Arraes ganhou notabilidade com produções engraçadas que tinham o Nordeste brasileiro como cenário. A história da peça O Bem Amado, que já foi transformada em novela e seriado, parece algo irresistível para ele. Sem pestanejar, Guel pegou o enredo e transformou em mais uma comédia nordestina.

Quando o diretor se une a uma história que parece tão certa para ele, os exageros acabam estragando o que poderia ser um grande filme. Os sotaques nordestinos de alguns atores são irregulares e as situações são forçadas pela direção.

Por vezes, os atores estão um tom acima do que o desejável para a linguagem de cinema, sendo mais atrativo para quem gosta do tom teatral. Quem consegue uma regularidade maior em seu personagem é José Wilker, mas sua participação se dá em poucas cenas.

Por outro lado, o casal formado por Maria Flor e Caio Blat (Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos) está totalmente descolado do restante do filme. A história de amor entre os dois poderia render boas cenas, mas fica de fora.

Mesmo com suas falhas, O Bem Amado tem chances de sucesso junto ao público. Com certeza se trata da obra mais fraca de Guel Arraes, sendo que seu último filme Romance é um dos pontos altos de sua carreira.


Nota:
Crítica por: Edu Fernandes (CineDude)




 


 

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