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Borat!

Nos últimos tempos é crescente os filmes e documentários que criticam o modo de vida americano e seu governo, principalmente, após a chegada de Bush ao poder. Não é novidade sermos apresentados a um povo preconceituoso e hipócrita que prega uma vida politicamente correta, quando na verdade, não é bem assim que eles pensam ou agem. Pois é tentando mostrar essa sociedade americana falsa que o filme "Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América" cria um personagem fictício que se passa por um repórter que vai conhecer a América e trazer educação e cultura para o seu país, o Cazaquistão.

O ator britânico Sacha Baron Cohen cria o personagem Borat, um repórter do Cazaquistão que é machista, anti-semita, louco por sexo e de fala engraçada. O filme mescla documentário com ficção e não deixando, nunca de lado, a comédia ácida. Borat viaja pelos EUA (ou EU e A, como ele diz) e se encontra com feministas, cowboys, gays, fanáticos religiosos, socialites e prostitutas. Todos acreditam que Borat é realmente um repórter e tentam de alguma forma ajudá-lo a cumprir seus objetivos. No meio da sua viagem Borat se apaixona pela ex-coelhinha da playboy Pamela Anderson, e acaba incluindo nos seus planos conhecê-la. Mas o que acontece são situações constrangedoras e que mostram a ignorância da população americana.

Quando Borat chega aos EUA seu primeiro contato com as pessoas é bastem hostil, ao tentar beijar o rosto delas como uma forma de cumprimento, ele é agredido e o ato é visto como repulsivo, gerando confusão no metro. Mas é pelas minorias que Borat é bem recebido e sente simpatia, como os gays (ele conhece uma parada gay), os negros (que o ensinam a falar e se vestir) e na prostituta que leva para jantar na casa de alguns "grafinos" que o querem americanizar. A conversa entre Borat e alguns jovens americanos reflete bem no que eles estão mais interessados, mulheres e bebedeiras, além de comentários sexistas e confundir Cazaquistão com Rússia.

O ponto alto do filme está nas situações inusitadas em que são submetidas as pessoas durante as entrevistas e suas opiniões. Borat passeia pela América diversificada e também persegue um sonho (conhecer Pamela Anderson), algo parecido com o perseguido sonho americano. Após perder tudo, o repórter, vê nesse encontro o único motivo para continuar sua trajetória e até encontra a salvação e esperança em um culto religioso.

Cohen abusa de toda a irreverência para conseguir seu filme, não é por menos que a polícia foi chamada, inúmeras vezes, durante as gravações e interrogou a equipe do longa. Cohen está sendo processado por algumas pessoas que aparecem no filme, que agora querem indenização, pois não foram avisados que o longa passaria nos EUA, ou seja, se passar por ridículo perante o mundo pode, mas perante outros americanos não.
O fato é que o filme é um sucesso nos Estados Unidos. Sacha Cohen premiado como melhor ator de comédia no Globo de Ouro. E pensar que um gênero tão desgastado como o de comédia poderia dar novos frutos nos dá a sensação de que ainda há uma luz no fim do túnel e que o politicamente incorreto também pode ser divertido.

Nota:
Crítica por: Cinara Patrícia
Site Oficial : ---

 



 

 




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