Caro Sr. Horten


Sinopse: Muitas coisas estranhas acontecem na última noite de trabalho de Horten. Depois de muitos anos dedicados à profissão de maquinista, ele se prepara para a aposentadoria.

O cartaz de Caro Sr. Horten (O’Horten) traz uma imagem bem estranha, algo que será recorrente durante a exibição do filme. De tempos em tempos, vê-se o protagonista metido em uma situação bizarra, como essa de segurar um cão no colo, vestido de maquinista. O problema é que a levada entre uma circunstância inusitada e outra é muito arrastada e o sono será o maior inimigo do espectador.

Esse problema seria facilmente contornado simplesmente mudando um pouco a ordem dos acontecimentos. Se, ao começar a sessão, vislumbrássemos uma dúzia de pessoas em volta de uma mesa e todas de pé imitando uma locomotiva ficaríamos instigados em saber como se chegou a esse tipo de evento. Depois de esclarecido o enigma, poderia ser apresentada um pouco da próxima loucura recomeçando o ciclo e seguir assim até o final.

Quem conseguir superar a sonolência poderá aproveitar as qualidades técnicas dessa produção norueguesa. A direção de fotografia é lindíssima e aproveita as paisagens gélidas do país desde a primeira cena, com uma tomada aérea do caminho do trem.

Enquanto os olhos se deliciam com a luminosidade nevada da Noruega, os ouvidos podem aproveitar a bela trilha musical composta para o filme. A mistura de instrumentos é muito bem executada em Caro Sr. Horten; pena que muitos estarão adormecidos enquanto esse espetáculo acontece na tela.

 

Nota:
Crítica por: Edu Fernandes (HomemNerd)