Que sequências sempre são inferiores aos originais, todos já sabem (tirando algumas excessões, como 'Missão: Impossível 2', 'Homem-Aranha 2' e a série 'Senhor dos Anéis'), mas às vezes os produtores apelam tanto que a sequência realmente estréia sem nenhum propósito à acrescentar ao primeiro filme. E este é o caso de 'O Chamado 2'. Se o primeiro filme se americanizou, utilizou imagens ao estilo MTV (chamada assim quando o ritmo do filme é frenético demais), e deixou todas as possíveis explicações lógicas para as possíveis sequências, o segundo consegue ser bem mais embaraçoso. 
Seis meses depois dos terríveis eventos que aterrorizaram Rachel Keller e seu filho Aidan, os dois tentam deixar para trás as lembranças assustadoras de Samara e sua amaldiçoada fita de vídeo mudando-se de Seattle para a pequena comunidade litorânea de Astoria, no estado do Oregon. Ali Rachel espera recomeçar a sua vida, mas logo percebe por meio das evidências de um crime local, que incluem uma fita de vídeo que a vingativa Samara está de volta, mais determinada que nunca a continuar o seu incansável ciclo de terror e morte. 
O problema maior desta sequência é Samara. A história perde todo seu toque obscuro e paranormal ao transformar a garotinha fantasma em uma vilã ao estilo Freddy e Jason. Ela se torna praticamente uma homícida nesta sequência. Naomi Watts está mais à vontade no papel de Rachel, e consegue se dar bem no filme, assim como o garotinho David Dorfman. O resto do elenco se torna sem uso, estando lá somente para aumentar os nomes do filme (como uma Sissi Spacek mal utilizada). Se 'O Chamado 2' veio ao mundo para assustar a platéia em quase todas as cenas, ele consegue cumprir a meta. Já como uma explicação, sequência, ou evolução, ele falha em todos os tópicos. 
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