Coco Chanel & Igor Stravinsky


Sinopse: A estilista Coco Chanel decide ajudar o compositor Igor Stravinsky oferecendo estadia para ele e sua família na casa dela. Enquanto dividem o mesmo teto, uma relação amorosa nasce entre os dois.

Muitos espectadores ligados ao mundo da moda ficaram decepcionados com Coco antes de Chanel por causa do final do filme, que como o título anuncia se dá antes da parte mais interessante da vida dessa importante mulher. No entanto, não é com Coco Chanel & Igor Stravinsky que as expectativas dessa plateia serão plenamente satisfeitas. Como prémio de consolação, os figurinos são belíssimos.

O filme começa em 1919, quando Coco já é uma figura de destaque na alta sociedade parisiense. Mesmo assim o que se vê de seu trabalho é muito pouco, abordando mais como foi criado o perfume que leva seu nome.

Já quem aprecia a música de Stravinsky terá seus ouvidos preenchidos por uma trilha muito boa e com cenas em que o ofício do compositor é apresentado de forma bem detalhada. A primeira sequência, passada em um teatro, é toda dedicada a mostrar um musical de Igor que pode lembrar as famosas noites da brasileira Semana de Arte Moderna de 1922.

Com algumas cenas de sexo bem ardentes, a fita não se preocupa em deixar claro o que os protagonistas sentem um pelo outro. Considerando que o caso dele nunca foi provado, a postura se justifica. Em algumas tomadas há um personagem olhando diretamente para a câmera, estático. Com esses olhares, o espectador adentra na psique do personagem e cabe a cada um interpretar quais os sentimentos envolvidos na situação.

Com momentos corajosos como esse, a direção de Jan Kounen é elogiável, dando espaço para que a fotografia e o som também brilhem. Por outro lado, esse apuro técnico e algumas cenas desnecessárias arrastam o ritmo de Coco Chanel & Igor Stravinsky.


Nota:

Crítica por: Edu Fernandes (CineDude)


 


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