Coração Louco


Jeff Bridges é um dos mais queridos atores americanos. Indicado pela quinta vez ao Oscar, parece que finalmente chegou a vez dele graças ao papel do cantor alcóolatra Bad Blake em Coração Louco (Crazy Heart), de Scott Cooper. O filme pode não ser o melhor da carreira de Bridges, mas é o tipo de história que emociona e convence.

Bad Blake (Bridges) é um cantor que vive das sobras de sua fama. Percorrendo os Estados Unidos num carro caindo as pedaços, faz shows em espeluncas, dorme com as barangas que ainda o idolatram e bebe sem parar. Decadência pura é o que lhe resta.

Em visita à cidade de Santa Fé, onde fará dois shows, conhece Jean (Maggie Gyllenhaal), a repórter do jornal local. Ele se apaixona pelo seu jeito meigo e seus grandes olhos azuis; ela se encanta pelo lado simplório e carinhoso daquele homem amargurado pela vida.

Quando a gente acha que o filme vai virar um Despedida em Las Vegas - aquele em que Nicolas Cage faz um alcóolatra que morre de tanto beber (aliás, Cage levou o Oscar pela interpretação. Fica a dica.) - o carismático Blake parece que vai ressurgir das cinzas, não apenas pela paixão por Jean, mas também pelo reencontro com seu ex-parceiro Tommy (Colin Farrell, que inexplicavelmente não aparece nos créditos do filme).

Entre garrafas, vômitos, boas canções e aquele momento de superação que os americanos a-do-ram, Coração Louco vai se arrastando, apoiado na interpretação sensível de Bridges. O ator é Bad Blake em carne e osso: acabado, sujo, sem esperança. Ele dá luz ao filme, que ainda tem outro mérito: um final nada clichê.

Vale por cada música, cada ruga e cada cabelo branco que retratam os percalços do grande Bad "Jeff Bridges" Blake.

Nota:
Crítica por: Janaina Pereira (Cinemmarte)

 


 


 

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