Infelizmente nem todas as trilogias são fechadas com chave de Ouro. Este é um desses casos. A saga que começou com o perfeito e divertido 'O Auto da Compadecida' e seguiu com o ótimo e romântico 'Lisbela e o prisioneiro', acabou sendo finalizada por este fraco 'O Coronel e o Lobisomem'. O problema da projeção começa com o elenco: Selton Mello, que havia dado um show de interpretação nos dois primeiros, transforma seu personagem em caricato e irritante, a ponto de tirar toda a concentração da trama para sua voz irritante. O resto do elenco acaba segurando a barra: Diogo Vilela e Ana Paula Arósio estão ótimos, e Pedro Paulo Rangel dá um show em cena. O roteiro também se demonstra vagoroso e cansativo, com uma linha fraca e cheia de situações desnecessárias, que acabam atrapalhando profundamente o resultado final do filme. 
Baseada no livro homônimo de José Cândido de Carvalho, O Coronel e o Lobisomem é a história de Ponciano de Azeredo Furtado (Diogo Vilela), coronel de patente e fazendeiro por direito de herança, que luta contra Pernambuco Nogueira (Selton Mello), seu irmão de criação, para manter as terras da Fazenda Sobradinho e conquistar o coração da amada prima Esmeraldina (Ana Paula Arósio). Para vencer esta batalha, que ele mesmo conta, Ponciano enfrenta feras enormes, experimenta a vida boêmia na cidade, combate agiotas e gatunos, apaixona donzelas ansiosas e, por fim, usa toda a sua artimanha para desencantar assombrações. Com dois filmes promissores, infelizmente a série de Gael Arraes tem um desfecho fraco, mas não tão fraco quanto o final de 'O Coronel e o Lobisomem'. Um filme para se assistir, degustar e não tirar proveito algum no final.
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