Quando filmes envolvendo carros e corridas é produzido, seu sucesso não depende só das artimanhas do motorista e dos carrões tunados em movimento, depende da história criada para acompanhar aqueles veículos de quatro rodas. A história de 'Velozes e Furiosos' teve um bom desenvolvimento e os atores tiveram um bom desempenho, transformando o filme em uma franquia e em sucesso imediato.
Este 'Corrida Mortal' segue o caminho inverso. O roteiro é batido, as frases de efeito são embaraçosas e tudo é previsível.

O diretor e roteirista Paul W. S. Anderson ficou conhecido por suas adaptações de videogames ao cinema ('Mortal Kombat', 'Resident Evil'), e somente neste filme conseguiu deixar o longa com cara de jogo. Tudo é corrido, os personagens são mais rasos que um pires, e a direção com cortes de cena lembram muito os momentos criados em jogos para explicar a próxima fase.
Jensen Ames (Jason Statham) é um condenado por crimes que é forçado pela diretora de uma notória penitenciária (Joan Allen) a competir no esporte mais popular da época: uma corrida de carros na qual internos devem matar uns aos outros pela vitória.

Statham adiciona seu charme à trama e consegue segurar parte do filme nas costas, mas não dura muito tempo, já que ao meio da projeção você já estará irritado com tamanha desconsideração à sua inteligência com a junção de todos os possíveis clichês. Também temos a gostosona, o amigo inteligente, o vilão chato e as equipes definidas por raças.
Se o seu entretenimento é assistir a uma partida de corrida de carros bem produzida, uma mulher gostosa aparecendo só para constar e carros desenfreados prontos para rodopiar, o filme vai agradar. Mas se quiser algo mais inteligente e que possa te surpreender, jogue um game de corrida de carros, pelo menos você não sabe em que momento vai ganhar ou perder.