'As Crônicas de Nárnia' era um dos mais esperados filmes do ano. Prometendo repetir o sucesso de 'O Senhor dos Anéis', e seguindo-o na mesma linha fantasiosa, o filme era uma das grandes apostas da indústria cinematográfica. E em vários aspectos ele o cumpriu. As histórias clássicas de Lewis seguem as aventuras de quatro irmãos na Inglaterra assolada pela Segunda Guerra Mundial, quando eles entram no mundo de Narnia através de um guarda-roupa mágico, enquanto brincavam de 'esconde-esconde' na casa de campo de um professor idoso. Lá, as crianças descobrem uma terra encantadora e tranqüila - habitada por animais falantes, anões, faunos, centauros e gigantes - porém condenada pela bruxa malvada Jadis a viver num inverno sem fim. Guiadas pelo seu nobre e místico governante, o Deus-leão Aslan, as crianças lutam para anular o poder da bruxa sobre Nárnia numa espetacular batalha final que a libertará do feitiço gelado de Jadis para sempre. 
Com algumas cenas espetaculares, a magia do filme está imposta e podemos conferir um mundo alternativo, incrívelmente novo e fantasioso, e por duas horas podemos viajar por ele. O visual do filme é mágico e belo, e cada frame parece um quadro pintado com realismo e beleza, além de Nárnia ser um mundo com paisagens belíssimas. Os três atores mirins também se mostram seguros, ainda que não estão habituados com atuações, levam o filme com sutileza e não estragam o resultado final do produto. Tilda Swinton (Jadis, a Feiticeira Branca) acaba se destacando na produção, e interpreta uma vilã caricata, mas ainda assim talentosa. O grande problema de 'As Crônicas de Nárnia' se chama "Disney Vírus". A empresa se esqueceu que o mundo evolui, assim como as crianças, e parou no tempo, trazendo projetos com uma infantilidade e ingenuidade que soa ridícula nos olhos da sociedade moderna.
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