Cry Wolf - O Jogo da Mentira

Responda rápido: dos últimos dez filmes norte-americanos que você viu, quantos podem ser considerados realmente bons? Se a sua resposta for menos que a metade, talvez fique mais fácil entender por que um suspense fraquinho como “Cry Wolf – O Jogo da Mentira“ conseguiu vencer um concurso promovido pela Hypnotic Produtions, Chrysler e Universal e faturar o prêmio de US$ 1 milhão para ser levado às telas.

Seguindo praticamente à risca o enredo já desgastado de filmes como “Pânico”, “Lendas Urbanas” e tantos outros, a produção deverá agradar apenas aos fãs mais ferrenhos do gênero. Aqui, mais uma vez, é relatada a “original” história do grupo de estudantes perseguido por psicopata no campus da escola.

Neste caso, a diferença fica apenas para o fato dos sustos e perseguições serem menos divertidos e por ser revelado no final um pretensioso – e totalmente inverossímil – plano-surpresa elaborado por um dos personagens, que por sinal previa nada menos de 100% de acertos para dar certo.

O enredo começa com a chegada do estudante Owen (Julian Morris) à sua nova escola justamente após uma jovem ter sido encontrada morta nos arredores. A partir daí o rapaz e um grupo de estudantes liderado pela impetuosa Dodger (Lindy Booth, de “Madrugada dos Mortos”), resolve inventar o tal jogo da mentira do título, espalhando por diversão a notícia de que um psicopata chamado “O Lobo” estaria atacando no colégio.

Qual é, então, a surpresa de Owen ao surgir um assassino real e ele os amigos cúmplices serem os primeiros perseguidos? A partir daí, dá-lhe clichês, cenas mal explicadas e o desfecho “surpreendente” – pelo menos aos olhos dos jurados do tal concurso, destinado a revelar um cineasta estreante (no caso, o vencedor Jeff Wadlow).

Em meio a um elenco de novatos, o cantor Jon Bon Jovi arrisca mais uma aparição nas telas como um professor de jornalismo que também se envolverá na trama. Nem a presença do galã do pop, no entanto, ajuda a tornar a fita mais interessante.

A conclusão? Certamente deveria haver uma maneira muito melhor de se investir US$ 1 milhão.

Nota: 
Crítica por: Edson Barros
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