Deixe-me Entrar


Sinopse:
Owen é um garoto que sofre a perseguição de colegas de escola. Ele conhece a estranha Abby e torna-se amigo dela. Owen não desconfia que na verdade sua nova amiga é uma vampira.

Quando Hollywood resolve produzir uma nova versão de um filme estrangeiro o maior medo é dos exageros que serão somados ao roteiro original. Com Deixe-me Entrar (Let Me In) não poderia ser diferente, ainda mais quando é considerado como o filme anterior é recente – Deixa Ela Entrar é de 2008.

Exageros existem, não há como negar. No entanto, as sobras podem ser apontadas tanto na versão hollywoodiana quanto na sueca. Enquanto algumas mudanças no roteiro para essa nova adaptação sejam bem-vindas, outras não são tão felizes.

No livro e no primeiro filme, a vampira era na verdade um menino que foi castrado em um ritual. Essa característica é totalmente descolada da história central e foi podada na nova produção. Por outro lado, a relação da vampira com seu “pai” não era clara e a questão ficava em aberto. Hollywood temeu dar esse poder de completar as lacunas para o público e estabeleceu que o “pai” é, na verdade, um amante antigo da vampira.

Outro exemplo de exagero hollywoodiano está no uso de computação gráfica. Se o sueco conseguiu se dar bem sem utilizar tais recursos, por que incluí-los agora?

No geral, vale a pena ver essa nova versão a título de comparação. Por ter mais poesia, Deixa Ela Entrar permanecerá melhor, mas Deixe-me Entrar não chega a ser um insulto à obra original.

 

 

Nota:

Crítica por: Edu Fernandes (CineDude)