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O Diabo Veste Prada

Chega aos cinemas o maior sucesso inesperado do ano, 'O Diabo Veste Prada'. O filme agradou a crítica especializada e o público, e o resultado foi boas cifras na bilheteria. O filme é baseado no romance de Lauren Weisberger, best-seller internacional que permaneceu por seis meses na lista do New York Times e foi traduzido para 27 idiomas e é baseado na esperiência real da escritora Lauren Weisberger, que realmente serviu Anna Wintour, chefe da revista Vogue America há 20 anos. É claro que a adaptação foge bastante do universo central do livro: A protagonista deixa de ser uma mulher cínica e intrigueira, que odeia a patroa, e se transforma em uma pós-adolescente bondosa que tenta agradar a todos. A antagonista, a patroam deixa de ser o diabo em pessoal, má e cruel, e se transforma em uma casca dura cheia de bons sentimentos por dentro. Mas isso acaba deixando a produção ainda melhor, já que nem tudo que funciona no livro iria dar certo nas telonas.

O filme acompanha Andrea (Anne Hathaway) consegue seu primeiro emprego na mais importante revista de moda de New York, a Runway Magazine. Andrea terá o desafio de ser assistente da toda poderosa Miranda Priestly (Meryl Streep). Apesar de ser uma oportunidade pela qual um milhão de jovens mulheres em Nova York chegariam a matar para conseguir, ela vai descobrir que não será fácil sobreviver a ela.

A grande sensação do filme é Meryl Streep, que deixou de ser uma atriz e já virou uma diva do cinema. A atriz inspira toda a produção e encara a personagem com um olhar esnobe, e ao mesmo tempo melâncólico. Perfeita, eficaz e talentosa como em todos seus filmes. Anne Hathaway, que ganhou status após 'O Diário da Princesa', dá o melhor de sí, e consegue uma interpretação justa e talentosa. No elenco temos até uma ponta de Gisele Bündchen, em um papelzinho bem mais decente do que o visto no fraco 'Taxi'.

O diretor David Frankel, que explorou as excentricidades da moda e da fama nas séries de TV Sex and the City, consegue transformar a obra em um Blockbuster bem feito, inteligente e agradável. Um programa imperdível e engraçado.

E para os amantes da moda, um prato cheio: mais de U$1 milhão de dólares foram gastos somente no guarda-roupas da produção, que incluí: Chanel, Prada, Dior, Valentino, Dolce & Gabbana, entre outros.

Nota:
Crítica por: Renato Marafon
Site Oficial : ---

 



 

 




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