Dieta Mediterrânea


Dieta Mediterrânea narra a história de Sofia, uma aspirante a chef de cozinha e seus dois amores. Praticamente uma Dona Flor e seus Dois Maridos. Sofia é uma jovem rebelde que tem como objetivo de vida ser a maior chef. Para conquistar, ela conta com seu marido e seu amante. Os próximos parágrafos podem remeter os leitores ao filme Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen.

O triangulo amoroso se dá pela química entre os personagens, é como se um completasse o outro. Eles têm equilíbrio juntos. A narrativa inicial conta a história de Sofia e como chegou ao triângulo; mas o mais interessante é ver como os dois amantes dela migram do ódio ao amor, quando o assunto é satisfazer as necessidades amorosas dela, que acabam virando as suas também.

Romance à parte, o longa tem em sua receita uma pitada de humor espanhol à La Almodóvar. Situações absurdas - como Sofia enterrando uma carne como parte de uma experiência de um novo prato, ou Sofia esquecendo o filho nos braços do amante em plena discussão - e memoráveis com diálogos ácidos.

Se não fosse pela demasiada gesticulação dos membros e expressões faciais da protagonista, o humor atingiria um nível acima. Outro fator que compromete o desenvolvimento da narrativa é o roteiro, que poderia se restringir a contar a história do triângulo em si, e abstrair o nascimento e criação de Sofia; se não fosse por estes elementos no roteiro, Dieta Mediterrânea poderia ser mais interessante e suas piadas funcionariam melhor.


Nota:

Crítica por: Thais Nepomuceno (Blog)