Dois Irmãos


Sinopse: Marcos e Susana são dois irmãos que, mesmo já na maturidade, vivem em meio a brigas. Susana entra em problemas financeiros com investimentos imobiliários e obriga Marcos a mudar-se para o Uruguai. Em sua nova casa, ele envolve-se com um grupo de teatro.

Nos últimos dois filmes que dirigiu, Daniel Burman provou que as relações familiares são um campo vasto, em que muitos enredos cheios de coração podem ser explorados. Em As Leis de Família, o amor de um novo pai e a fofura de um menininho conquistaram a simpatia do público. Depois, em Ninho Vazio o cineasta abriu espaço para refletir o que resta a um casal depois que o trabalho de preparar a prole para a vida está concluído.

Depois de provar ser especialista no assunto, Daniel Burman discute o amor fraterno em Dois Imãos (Dos hermanos). No enredo, percebe-se que Marcos é o irmão bonzinho, que cuidou da mãe no leito de morte. Por outro lado, Susana tem atitudes mais egoístas e toma decisões importantes sem consultar seu irmão. Para esses papéis os atores mostram um trabalho elogiável.

Essas diferenças de personalidades, como é de se esperar, causam conflitos. A beleza do filme está em mostrar o amor entre irmãos, que antes de qualquer coisa requer muita aceitação dos defeitos do outro. Seguindo o estilo do diretor, todas essas nuances não são escancaradas, mas sugeridas pelos acontecimentos. Quem tem ligações estreitas em sua família certamente se emocionará com a história contada na tela.


Nota:

Crítica por: Edu Fernandes (CineDude)