Tedioso e açucarado. Se você é diabético, passe bem longe deste filme. Lançado diretamente em dvd, Duas semanas é um filme que vende bem pelo elenco que carrega, mas perde feio com seu roteiro exagerado, lacrimoso, chato, previsível e tendencioso. Até a ótima Sally Field ( de Dias melhores virão) esqueceu como se deve atuar numa película dramática, juntando-se aos também ótimos Cléa Duvall ( de Prova Final) e Ben Chaplin ( de Cálculo Mortal).
A sinopse oficial do filme promete o seguinte: Duas Semanas é uma obra para rir e chorar sobre a decisão de uma família de ficar junta até o final derradeiro. Quatro irmãos adultos voltam para a casa de sua mãe que acreditam estar vivendo seus últimos dias. Quando ela se agarra à vida, eles se vêem presos sob o mesmo teto por duas semanas difíceis. Mas à medida que os irmãos lidam com seu sofrimento, eles também descobrem o riso em meio à tristeza, o amor desafiando a raiva e uma oportunidade de abrir novas perspectivas em suas próprias vidas.

Duas Semanas nada mais é que a maior falácia cinematográfica do ano. O filme se perde na tentativa de repetir o êxito de outras obras como Um Amor Verdadeiro, que trazia Meryl Streep e Renne Zelweger em situações similares e Minha Vida, com Nicole Kidman, onde o papai Michael Keaton, vitima de um câncer, vivendo seus últimos momentos, dedica-se a produção de um vídeo para seu filho ainda em fase de gestação.
Duas Semanas pelo menos não irrita o espectador no sentido duração: as coisas acontecem logo e mesmo que seja estranho, torcemos logo para a morte do personagem de Sally, que sofre a cada segundo de exibição. O filme é uma versão cinematográfica barata dos livros de auto ajuda igualmente baratos. O roteiro ruim ainda afunda nos clichês perigosos deste tipo de comédia dramática: o retorno à infância, os irmãos que se odeiam, a cunhada/nora insuportável, e ainda cai no constrangimento de brincar de Pequena Miss Sunshine próximo ao final, tentando recriar cenas maravilhosas que o road movie premiado de 2007 alcançou com êxito.