Sinopse: Ray teve um passado traumático com Claire, quando quase perdeu seu emprego no MI-5. Anos depois, ele reencontra Claire, mas dessa vez eles estão trabalhando juntos.

Há décadas que James Bond nos mostra que espionagem e sensualidade formam uma parceria muito interessante. Aproveitando esse filão, Duplicidade (Duplicity) traz um casal de espiões que, por mais que se sintam atraídos um pelo outro, não conseguem ter uma confiança plena. Esse é o mote de muitas piadas desse divertido filme.
O roteirista e diretor Tony Gilroy já tem uma longa experiência com o mundo dos agentes secretos no cinema, ajudando no roteiro de toda a franquia de Jason Bourne. Gilroy então somou sua vivência com o mundo corporativo em Conduta de Risco e criou um roteiro muito bom. Cheio de surpresas, quem perder a atenção à tela pode não entender totalmente os pormenores. Por se tratar de uma dramaturgia de tanta qualidade, é aconselhável não assistir ao trailer, que conta mais do que devia sobre o desenvolver do enredo.

Duplicidade é claramente um filme de roteiro, já que na direção não há muita ousadia. O único destaque a ser feito está na edição de imagens, que cria alguns códigos visuais interessantes para mostrar os flashbacks elucidativos.
Apesar do casal de nome forte que defende essa produção, quem rouba a cena é definitivamente a dupla Paul Giamatti (O Diário da Babá) e Tom Wilkinson (RocknRolla). Os dois estão em lados opostos do jogo e só a primeira cena em que eles aparecem já vale toda a atuação, mas eles nos premiam com falas muito bem colocadas nas demais aparições.
Por causa do tema e da tônica, Duplicidade por ser considerado uma soma de Queime Depois de Ler com 11 Homens e um Segredo.

Fatos nerds:
Clive Owen e Julia Roberts já trocaram beijos em Closer.
O diretor Tony Gilroy e o ator Tom Wilkinson também trabalharam juntos em Conduta de Risco.
Paul Giamatti e Clive Owen já cotracenaram em Mandando Bala.