Duplicidade


Conhecido como o mais recente filme da atriz Julia Roberts, Duplicidade não alcançou muito êxito nos cinemas e na sua bilheteria. O filme serve como veículo para o reencontro de Clive Owen e Julia Roberts pós Closer – Perto Demais. Esta nova versão de Sr. e Sra. Smith passou despercebido pelos cinemas e chegou semana passada no mercado de dvds.

O enredo é o seguinte: A agente da CIA Claire Stenwick ( Julia Roberts, ótima) e o agente da MI6 Ray Koval (Clive Owen, igualmente ótimo) deixaram o mundo da espionagem governamental para trás para se beneficiar de uma altamente lucrativa guerra fria entre duas corporações rivais. A missão deles? Encontrar a fórmula de um produto que renderá uma fortuna à empresa que a patentear primeiro. Para seus empregadores nada é proibido e, com muita coisa em jogo, ninguém sabe quem está enganando quem. Enquanto tentam passar a perna um no outro, Claire e Ray veem seu plano em perigo pela única coisa que não conseguem driblar: o amor.

As cenas divertidas estão lá, o roteiro amarradinho também, mas no saldo final, o espectador provavelmente ficou com um gosto de “quero mais”. Um duelo de atuações e egos como este geralmente traz uma trama mais profunda, mais ácida e talvez menos superficial como este Duplicidade. Provavelmente o elenco se divertiu em filmagens e, provavelmente, você vai se divertir assistindo a este filme engraçadinho e esquecível.

Com duração além do necessário para as idéias do roteiro que apresenta, Duplicidade possui 125 minutos e traz em seu elenco coadjuvante os excelentes Paul Giamati (de Sideways – Entre umas e outras) e Tom Wilkinson ( O exorcismo de Emily Rose).


Nota:
Crítica por: Leonardo Campos