Educação

Nick Horbny é o autor de alguns best sellers que se transformaram em sucesso nas telonas, como Alta Fidelidade e Um Grande Garoto. O primeiro roteiro do escritor para o cinema, naturalmente, gerou muitas expectativas. E é assim que Educação (An Education), escrito por Horbny e dirigido por Lone Sherfing, que passou no Festival do Rio com o título em inglês, e na Mostra de SP como Sedução, aparece com grandes chances de brilhar no Oscar.

Se você ainda não viu o filme, prepare-se para uma grande decepção. Educação vai bem até a sua metade, quando vira uma cópia mais glamourosa do bom Fish Tank, que também passou no Festival do Rio e na Mostra.

A trama se passa em 1961 e acompanha a adolescente Jenny, estudante que almeja entrar para a Universidade de oxford e toca celo com grande paixão. Em uma dia de chuva, a jovam pega carona com David, e a atração é imeadiata. Mesmo sendo bem mais velho do que Jenny, David investe na moça e, com o consentimento dos pais dela, os dois começam a namorar.

O relacionamento do casal parece um conto de fadas, com direito a transformar Jenny na versão adolescente da bonequinha de luxo Audrey Hepburn. Mas a menina descobre as falcatruas de David,culminando em uma bombástica revelação que pode mudar – ou não – sua vida. A partir daí o filme, que já era parecido com Fish Tank, fica incomodamente igual.

Nick Horbny faz um roteiro enxuto mas nada criativo. Educação tem cara de Oscar: é o típico filme redondinho, certinho, previsível. Suas qualidades técnicas são inegáveis e só. Uma pena. Fica para a próxima, Nick.


Nota:
Crítica por: Janaina Pereira (Cinemmarte)

 


 


 

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