Educação


Sinopse: Jenny é uma colegial de 16 anos que está se esforçando para entrar na Universidade de Oxford. Ela conhece o playboy David, que lhe mostra que nem toda educação está nos livros de escola.

Faz parte do senso comum que a vida é a melhor escola, mas não é por isso que devemos renegar totalmente o aprendizado acadêmico. Essa é a mensagem de Educação (An Education), que se passa na década de 1960, quando as mulheres eram educadas com o único propósito de arrumar um bom partido. Por essa razão, esse filme agradará o mesmo público de O Sorriso de Monalisa (2003).

Apesar da importância do tema, o problema é que na maior parte do enredo o que se vê é Jenny totalmente fascinada pelo novo mundo que ela consegue visitar graças aos contatos de David. Assim como em A Pele (2006), vê-se a protagonista maravilhada com novas amizades e não se consegue perceber um avanço na narrativa.

Outra coisa que pode irritar os homens é que fica muito claro que o que atrai Jenny em David são as coisas que ele pode oferecer por ter dinheiro. Em nenhum momento ela diz achar seus olhos bonitos ou qualquer coisa do gênero.

O que não pode passar em branco é a atuação de Carey Mulligan (Guerra ao Terror), totalmente convincente interpretando uma jovem de 16 anos, uma personagem quase dez anos mais nova do que ela.

Portanto, Educação é um filme de alma feminina, retratando os conflitos clássicos da adolescência, em que o jovem se vê na necessidade de firmar o pé e se afirmar como ser humano. Algumas vezes o ímpeto por tal afirmação pode ser prejudicial, mas o importante é aprender com essa fase da vida, em que ainda é possível cometer alguns erros e dar a volta por cima a tempo.

 

Nota:
Crítica por: Edu Fernandes (CineDude)

 


 


 

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