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O Engenho de Zé Lins

Grande autor, José Lins do Rego tem obras obrigatórias da literatura nacional como 'Menino de Engenho', 'Fogo Morto' e 'Cangaceiros'. Além de grande escritor, uma figura com diversas histórias interessantes, que realmente mereciam ser contadas em tela grande.

Esta tarefa coube ao diretor Vladimir Carvalho (de 'Barra 68 - Sem perder a ternura') reconta a história de Zé Lins menino, até à sua prematura morte aos 56 anos, vítima de cirrose hepática. 'O Engenho de Zé Lins' é um trabalho minucioso de pesquisa e escolha das falas, onde Vladimir nos apresenta a história dando noção ao nível de desconhecimento de nosso povo sobre Zé Lins: em uma escola que leva seu nome, nenhum aluno chegou à ler uma obra do autor.

À partir daí, Raquel de Queiroz, Ariano Suassuna, Carlos Heitor Cony e os familiares de Zé Lins vão nos transformando em figuras cada vez mais próximas do humilde escritor, com histórias que mesclam sua relação de quase idolatria com Gilberto Freire à sua paixão pelo Flamengo.

Mesclando momentos de ficção (em que o ator Ravi Ramos Lacerda interpreta o escritor em sua infância) com as falas improvisadas de seus entrevistados, Vladimir Carvalho vai trazendo Zé Lins para cada vez mais perto do espectador, capaz de nós fazer rir com suas histórias (como à da ausência de suor na camisa de um jogador do Flamengo após uma partida), quanto chorar, como no depoimento emocionado de Tiago de Melo, ao falar emocionadamente de sua relação com o amigo e recontar os seus últimos momentos de vida. José Lins do Rego pode até ser um autor que, como mesmo diz Ariano Suassuna, não teve o devido reconhecimento pelo povo brasileiro (pelo menos em vida), mas ganha uma grande homenagem do cinema. E o espectador ganha um filme imperdível.

Nota:
Crítica por: Rodrigo Soares
Site Oficial : ---

 



 

 




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