Sinopse: Roberto e Paula se conhecem em uma casa noturna e seguem direto para o motel. O que deveria ser um caso de apenas uma noite, começa a evoluir para algo mais sério.
Lendo a sinopse acima, alguns cinéfilos podem achar que Entre Lençóis é um remake de En La Cama (2005), já que a idéia é exatamente a mesma. Além do tema, a forma de desenvolvimento da relação entre os dois personagens também se dá de forma extremamente semelhante. Mesmo com semelhanças absurdamente excessivas, em momento algum nem nos créditos, nem no site a produção nacional se assume como uma releitura do filme chileno.

Quase todo o enredo se passa dentro de um quarto de motel. Nesse ambiente é fácil a atmosfera tender para a cafonice. Por essa razão, não é cabida qualquer repreensão em relação ao trabalho da direção de fotografia e cenografia. Toda cafonice possível nessas áreas é mais do que perdoável, chega a ser esperada.
Enquanto isso, a pieguice na trilha musical só faz sentido quando a música está realmente sendo escutada pelos personagens. Quando a trilha é apenas uma ferramenta narrativa para causar emoções na platéia, a breguice deixa de ser uma regra para respeitar o cenário para ser apenas algo feio.

As primeiras seqüências de envolvimento sexual entre o casal de protagonistas é muito coreografada e parece muito estranha aos olhos. Felizmente, a aparente falha é apenas mais um recurso para enfatizar a aproximação gradativa entre eles. Conforme os dois ficam mais íntimos, as cenas de sexo ficam mais bonitas e carinhosas e denotam qualidades do diretor.
Assistindo ao trailer, as expectativas são as piores possíveis. Entre Lençóis está longe de ser o melhor filme já produzido sobre relacionamento amoroso, mas com a esperança em baixa a platéia pode ter boas surpresas a assisti-lo.