O fato mais interessante de 'Eragon', é que o livro foi escrito por Christopher Paolini quando ele tinha apenas 15 anos. O primeiro livro da trilogia foi originalmente publicado pelo próprio autor, se tornando um inesperado best-seller. O segundo livro da trilogia chama-se "Eldest" e o terceiro "Empire". Sendo assim, a Fox 2000 comprou os direitos autorais de 'Eragon' e o adaptou para o cinema. O orçamento não foi nada modesto: $125 milhões de dólares e a produção foi dirigida pelo estreante Stefen Fangmeier, que supervisionou os efeitos especiais do filme 'Desventuras Em Série'. 
Nada de muito original na idéia concebida por Paolini aos seus 15 anos, 'Eragon' nada mais é que um retorno ao mundo de J.R.R. Tolkien e seu 'Senhor dos Anéis', passando pela história da série 'Star Wars' e misturando as personalidades de 'Harry Potter'. Não que isto seja um problema: o filme se dá bem em sua trama, por maiores os números de clichê que a mesma tenha, e a direção de Fangmeier, mesmo deixando bastante a desejar, se mostra inspirada. Quando Eragon encontra uma pedra polida azul na floresta, ele acredita tratar-se de um achado de sorte de um pobre garoto de fazenda. Mas, quando um dragão nasce da pedra, ele percebe que tropeçou em uma herança tão antiga quanto o próprio Império. Poderá Eragon assumir a missão dos lendários Cavaleiros do Dragão? O destino do Império pode estar em suas mãos. 
Edward Speleers dá vida ao personagem de Eragon com certa inteligência, e se demonstra um bom ator em frente à produção. Mas quem rouba a cena é John Malkovich, hilário e divertido, ele rouba todas as cenas em que aparece. 'Eragon' é uma divertida fábula, que deve agradar a quase todos, mas nunca será um novo 'O Senhor dos Anéis'. |