O Escritor Fantasma


Sinopse: Um escritor fantasma é contratado para finalizar a auto-biografia do primeiro-ministro inglês. Ele assume o projeto mesmo sabendo que seu antecessor teve uma morte misteriosa.

Tanto pelos acontecimentos na tela, como pelos ocorridos nos bastidores, O Escritor Fantasma (The Ghost Writer) tem todos os ingredientes de um filme sobre conspiração. Durante a pós-produção, o diretor Roman Polanski foi preso e teve de tomar decisões artísticas de sua cela e, mais tarde com prisão domicilar, de sua casa. Quem quiser levar o conteúdo do filme ao extremo pode até achar que isso foi causado por pessoas importantes que não estariam interessadas no lançamento do filme.

O livro que originou o filme usa deliberadamente de fatos e características que remetem a autoridades reais. Tony Blair é a maior fonte inspiradora, mas não ache estranho se lembrar de ex-moradores da Casa Branca. Essa proximidade com a realidade aumenta a carga de emoção ao se assistir ao filme.

A sensação de total incerteza de onde depositar sua confiança é um dos melhores aspectos nessa produção. Exceto o protagonista, todos os outros personagens parecem passíveis de suspeitas. Exatamente por causa disso, quando é revelado quem é quem no final da fita, fica aquela sensação de "eu bem que desconfiava dessa pessoa". O cenário em que a maior parte da história se desenrola, uma ilha isolada em que todos estão sempre sob vigilância por questões de segurança, aumenta a paranoia do enredo.

Cinematograficamente, Polanki sabe como posicionar a câmera e como manter a levada constante de seu filme. Com ares de cinema europeu, O Escritor Fantasma oferece uma opção para quem acha o cinema estadunidense repetitivo.

 

Nota:
Crítica por: Edu Fernandes (CineDude)

 


 


 

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