Sabe quando você começa a assistir a um filme super inovador, com uma idéia diferente de tudo que você já viu e uma trama diabólica? Agora imagine tudo isso sendo misturado a um... final ridículo. É a melhor maneira de descrever este 'Os Esquecidos'. Quando assisti ao trailer eu pensei: Esse filme tem uma das melhores histórias que eu já vi. Mas sempre que penso isto, também lembro que histórias criativas demais, sempre vem acompanhadas de finais sem solução e explicação. 
Telly Paretta é uma mulher atormentada por lembranças da morte do filho de oito anos, Sam, num acidente aéreo há pouco mais de um ano. Enquanto tenta superar sua dor, e seu subseqüente afastamento do marido, Jim, ela ouve de seu psiquiatra, o dr. Munce, que está sofrendo de delírios, que seu filho nunca existiu e que ela inventou todas aquelas lembranças. Chocada, ela tenta encontrar provas da existência de Sam fotos, vídeos, álbuns pessoais. Mas tudo desapareceu.Telly está convicta de que está enlouquecendo até conhecer Ash Correll, o pai de uma das outras vítimas da queda do avião. Juntos, eles empreendem uma busca para provar a existência de seus filhos e recuperar sua sanidade. 
Com uma trama que podia, perfeitamente, ser uma das mais inteligentes já criadas para o cinema, o filme se contenta em ser apenas mais um filme de suspense banal, mal finalizado e com um roteiro fraco e um final tosco. Mesmo com a atriz Julianne Moore exibindo um show de interpretação (ajudada pelo ótimo Dominic West), o filme não consegue segurar as pontas e acaba caindo no banal. Uma pena, já que a premissa do filme é ótimo. Esse merece ser um dos 'Esquecidos'... |