| Jason Bateman e Ryan Reynolds estrelam comédia, que remeterá os espectadores brasileiros a filmes como "Se eu fosse você", "Sexta Feira Muito Louca"e "Se eu fosse minha mãe"; onde duas pessoas acreditam que suas vidas são mais problemáticas e num passe de mágica trocam de corpos e tem que enfrentar todos os problemas do outro. |
Não sei onde os roteiristas viram que esta fórmula é boa, para creditarem tanto suas energias neste tipo de produção.
Nesta comédia, dois amigos que têm vidas distintas; um casado com filhos (Bateman) e outro solteiro desempregado (Reynolds); trocam de corpos e têm que enfrentar os problemas diários e cotidiano até achar uma forma de realizarem a destroca.

Esse tipo de filme, só funciona com personagens bem desenvolvidos e interpretados por seus atores; pois se o ator não criou seu personagem devidamente ou o roteirista não o desenvolveu, na troca não há diferença para os espectadores e a trama não funciona. Por isso os minutos iniciais de apresentação dos personagens e do conflito inicial são importantes. O que acontece em Eu Queria Ter Sua Vida, é que uma das partes apresenta um elo mais fraco, que não imprime a mudança de personalidade. E nem é preciso ser um adivinha pra saber que se trata de Reynolds.
Bateman construiu os dois personagens perfeitamente, auxiliando os espectadores a verem não apenas a mudança de corpo mas também no próprio personagem, que sofre mudanças comportamentais ao se defrontar com seu verdadeiro 'eu' em outro corpo. Bateman constrói o pai de família Dave com toda a seriedade necessária e o cansaço, pela criação dos filhos, relacionamento com a esposa e ainda o trabalho como advogado e quando modifica para o solteirão Mitch, enfatiza com gags e despojamento do desempregado mulherengo sem responsabilidades.

O resultado é um filme com situações previsíveis e piadas fáceis, sem muita relevância; tudo sustentado pelo timming de Jason Bateman. Mas que sozinho não segura o longa.