Todas as pessoas passam em algum momento de suas vidas por uma fase em que os namoros parecem uma total perda de tempo. A protagonista de Eu Odeio o Dia dos Namorados (I Hate Valentine's Day) resolveu criar regras para que esse período em que queremos apenas nos assegurar contra ferimentos no coração torne-se uma filosofia de vida: Genevieve concede a cada pretendente apenas cinco encontros e depois nada mais. Antes de dar tempo para que um relacionamento comece, ela corta as amarras.

Sendo uma comédia romântica, é mais do que esperado que um belo dia chegue um homem que colocará suas normas em cheque. É exatamente isso que acontece quando entra em cena Greg. O casal formado pelos dois já pôde ser visto em um dos filmes independentes mais bem-sucedidos de todos os tempos: O Casamento Grego (2002). A campanha de divulgação está sempre tentando associar a nova produção com o sucesso anterior e, infelizmente, essa é a única saída que a distribuidora pode utilizar, já que o filme em si não é lá grandes coisas.
As piadas são fracas e os personagens coadjuvantes são muito forçados. As escassas risadas só ressaltam a lerdeza com que a trama se desenvolve. No final, a impressão que fica é a mesma das telenovelas que têm índices de audiência além do previsto. O autor é convidado a estender a história por mais algumas semanas e o que o público ganha é a mais pura encheção de linguiça. Em Eu Odeio o Dia dos Namorados acontece o mesmo: está claro que os dois estão querendo voltar e engatar em um relacionamento sério, mas perde-se muito tempo até a resolução final.

Outro incômodo está na presença da atriz Nia Vardalos. Ela escreveu o roteiro, dirigiu o filme e ainda é a atriz principal. Qualquer idéia infeliz que ela tenha não sofre filtros e acaba impressa em película. O sorriso forçado que sua personagem apresenta na maior parta das cenas é altamente irritante, principalmente para quem não vai com a cara de guia turísticos.
Mesmo para quem é muito fã de comédias românticas, perder esse filme não será o fim do mundo.