Filmes que tentam substituir atores reais por virtuais sempre são um fracasso. Talvez pela não aceitação das pessoas em assistir a um filme que tenta recriar um ser-humano, ao invés de usar pessoas reais. Mas, se por um lado isso é ruim, o lado bom é que, a magia criada nesses filmes, se tornam um espetáculo único, uma encenação perfeita das fantasias criadas em nossa cabeça. 
Ao contrário da primeira tentativa frustrada de fazer um filme recriando o mundo digital (no fraquinho 'Final Fantasy'), este filme consegue nos passar uma magia única, um momento em que retornamos à nossa infância somente para ver o mundo com os olhos e inocencia de uma criança. Mágico, divertido, inovador, inspirador. Essa é a verdadeira magia do cinema. Mesmo com toda a realidade passada pelas imagens, a perfeição ainda está longe de ser alcançada, então vá ao cinema esperando se deparar com uma animação muito bem feita, e não um filme tão bem feito que parece real. 
Em 'O Expresso Polar', o pequeno garoto da trama se cansa de viver tirando fotos com o papai noel e escrever milhares de cartas para o velhinho. Ele quer conhecer sua casa. É então que ele acaba ganhando uma passagem no Expresso Polar, um trem que leva as crianças ao Pólo Norte para provar que Noel existe. Mas a verdadeira aventura começa quando o garoto embarca no expresso, conhecendo amigos e vivendo aventuras incríveis. Com uma simples história, o filme se concentra nas aventuras, nas cenas mirabolantes criadas digitalmente e na fábula que envolve o Natal e seu espírito. 
Além disso, o talentoso Tom Hanks dubla os seis personagens centrais da trama, e empresta a cada um deles seus gestos memoráveis, dando a trama ainda mais realidade. Um filme para toda a família, que merece ser visto e revisto, com direito a pipoca e uma grande ceia de Natal. |