Fahrenheit 11 de setembro

Chega aos cinemas nacionais mais um documentário do famoso Michael Moore, que fez 'Tiros em Columbine' e 'Roger e Eu'.

Como todos devem estar cansados de saber, "Fahrenheit 11 de setembro" é bom, é importante, é bem feito... Mas ele não é nosso!

Deixe eu explicar: o documentário foi feito para conscientizar os americanos de que Bush é um *¨@¨%!@# (coisa que os Brasileiros já sabem), e para mostrar que os EUA não está em boas mãos. Aí vem a minha pergunta: e o que que eu tenho a ver com isso? Exato, nada...

Os problemas do nosso país são extremamente maiores que o deles, e em vez de nos conscientizarmos disto, estamos preocupados com o que os excêntricos americanos estão pensando no país deles.

Passando a crise de raiva (que eu expressei aí em cima), vamos ao conteúdo do filme:

""Fahrenheit 11 de setembro" é uma dura análise da administração do governo Bush após os trágicos eventos de 11 de setembro, feita pelo cineasta ganhador do Oscar Michael Moore. Com seu humor característico e obstinado compromisso de revelar os fatos, Moore contempla a presidência de George W. Bush e onde ela está nos levando. Ele olha como - e porque - Bush e seus conhecidos evitaram associar o 11 de setembro aos Sauditas, ignorando o fato de que 15 dos 19 seqüestradores eram Sauditas e de que foi dinheiro saudita que fundou a Al Qaeda.
"Fahrenheit 11 de setembro" mostra uma nação mantida em medo constante por alertas do FBI e passiva diante de uma nova legislação, o "Patriot Act" (ato patriótico), que infringe direitos civis básicos. É nesta atmosfera de confusão, suspeita e terror que a administração Bush fez sua abrupta guerra rumo ao Iraque - e "Fahrenheit 11 de setembro" nos leva dentro desta guerra, para contar histórias exclusivas, ilustrando o cruel custo de vidas de soldados norte-americanos e de suas famílias."

"Fahrenheit 11 de setembro" faz bem o que pretendia fazer, e é um dos melhores documentários já feitos até hoje.

Mas nós não precisamos de mais um documentário enlatados, nós precisamos desesperadamente de um Michael Moore nosso!

 

Nota: 
Crítica por: Renato Marafon
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