Sinopse: Para sabotar a economia da Inglaterra e dos Estados Unidos, os nazistas falsificavam dinheiro desses países. Os encarregados das fraudes eram prisioneiros judeus que tinham algum conhecimento que ajudasse na área. Essa é a história real desses homens.
A principal chamada de Os Falsários (Die Fälscher) é o fato de ter ganhado o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Esse é a primeira produção austríaca a levar a estatueta. A premiação aconteceu em 2008 e só agora é que os brasileiros poderão assistir a esse pungente drama situado na Segunda Guerra Mundial.

Basaeado em um livro que conta as experiências de Adolf Burger durante o período em que ficou enclausurado e foi obrigado pelos nazistas a falsificar dinheiro. Consequentemente, ele ajudava o Eixo no combate. O ator alemão August Diehl foi escalado para viver esse papel com muita competência, embora o roteiro seja centrado em Salomon Sorowitsch.
O fato de ser baseado em uma história real concedeu ao filme uma grande carga de autenticidade. Os personagens são bem emocionantes e os questionamentos que eles fazem sobre seu papel na Guerra são profundos.
O enredo ganha muita vida no momento em que os judeus percebem o tamanho do poder que têm em mãos: se atrasarem a produção de dinheiro falsificado, eles atrasam todo o avanço do Exército Alemão. Para retardar o máximo possível, eles burlam falhas no procedimento de falsificação e fazem lotes e mais lotes de cópias inúteis de dinheiro, testando a paciência dos carcereiros e arriscando suas vidas.

A trilha musical é totalmente composta de tangos, o que gera a princípio um estranhamento. Depois de algum tempo essa ousada escolha sonora acaba favorecendo o filme, dando-lhe ainda mais personalidade. Por conseguir até tornar aceitável que se ouça tango argentino em um drama austríaco que se passa na Alemanha, Os Falsários prova seu valor cinematográfico.