A Festa do Garfield

Sinopse: Garfield e outros personagens de tiras em quadrinhos participam de um festival de talentos para decidir quem ficará com a tirinha do topo da página.

Em A Festa do Garfield (Garfield’s Fun Festival) temos mais um exemplo de título errôneo no solo brasileiro. A palavra “fest” pode ser traduzida como “festival”, mas não como festa. Na animação não há festa alguma, apenas um festival de talentos.

O roteiro foi escrito pelo próprio Jim Davis, o criador de Garfield. O que pode parecer num primeiro momento um atrativo, acaba não sendo bem assim. Jim construiu sua fama fazendo piadas para adultos, mas a nova produção do gato gorducho é direcionada às crianças. A mudança de público não fez bem nem a Jim, nem aos fãs do amante de lasanhas. As piadas são fracas e serão outro ponto de desencontro com os leitores dos quadrinhos originais.

Outro exemplo de que o autor não estava totalmente preparado para dialogar com os pequeninos é a alta dose de metalinguagem na história O público infantil não costuma receber muito bem esse tipo de linguagem e pode causar um pouco de confusão aos jovens espectadores.

A Festa do Garfield é feito por computação gráfica A técnica de animação é bem realizada, com movimentos dos personagens fluindo. A ação não fica travada por falhas ou economia na técnica. Infelizmente esse é um dos poucos pontos positivos q ser ressaltado. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos – terra natal do gato que odeia segundas-feiras – essa produção foi lançada diretamente em DVD.

 

Nota:
Crítica por: Edu Fernandes
Site: www.homemnerd.com

 

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