Não se deixe enganar pelo trailer, este Fonte da Vida não é um filme de aventura com viagens no tempo, e sim mostra três histórias que acontecem paralelamente em três tempos diferente, passado, presente e futuro, todas falam sobre amor, vida e morte. 
Porém o grande trunfo desta nova fita de Darren Aronofsky (Réquiem Para um Sonho e Pi) não é seu roteiro (o que pode desapontar muito), e sim seu intenso e incrível acabamento visual. Com um orçamento de US$ 35 milhões, Aronofsky consegue mostrar na tela, cenas espetaculares, com efeitos especiais de encher os olhos, sempre embalados por uma trilha sonora sensacional, intensa, interrupta e por grandes atuações de Hugh Jackman e Rachel Weisz. 
Mesmo com esse pequeno apelo para superprodução, Fonte da Vida não é um filme fácil, seu roteiro por vezes é confuso demais, chegando a ser incômodo, desagradando o grande público e principalmente os fãs de Aronofsky. Mas no mínimo chega a ser bem curioso, uma vez que o diretor tenta mostrar a busca intensa do ser humano por formas de driblar a morte. Com isso, deve render alguns comentários após sua projeção, mais é só. Mal recebido no Festival de Veneza deste ano, não é um filme ruim, mas poderia ter sido dirigido por qualquer um. |