Sinopse: No futuro, as pessoas poderão jogar videogame tomando o controle do corpo de outros seres humanos. Os detentos são convocados para participar desse tipo de jogo, com um acordo. Quem sobreviver a 30 sessões de jogo ganha a liberdade.

A premissa de prisioneiros que podem ganhar liberdade de sobreviverem a um jogo não é nova. O jogo Manhunt já a explorou na forma de um reality show. No filme Gamer, essa ideia é transferida para os jogos de realidade virtual.
Contudo, Manhunt não foi a única fonte inspiradora do roteiro. Quem for mais familiarizado com histórias futuristas perceberá que várias questões abordadas no enredo já foram discutidas por outros autores, em livros ou em outros filmes. A tecnologia futurista do universo proposto também não é novidade. No cinema, o filme Minority Report (2002) foi o que teve mais sacadas reaproveitadas, desde a clássica interface de manipulação de dados usando os dedos no ar até algumas situações da história.

Mas se não há originalidade em Gamer, por que alguém o assistiria? Para compensar a mesmice em seu conteúdo, a forma é bem ousada, para o bem ou para o mal. A direção com câmeras frenéticas e uma edição quase estroboscópica garante a ação, mas muitas vezes perde-se a chance de mostrar as manobras audaciosas dos personagens nas cenas de combate ou perseguição.
Por outro lado, algumas ousadias podem ser assustadoras, como a atuação propositalmente caricata de Michal C. Hall (Dexter). Algumas cenas são forçadas e polêmicas, mas algumas pessoas irão aprovar as liberdades na estética. O difícil é prever em que lado cada espectador ficará...