Ainda não foi desta vez que o espaçoso gato ganhou uma adaptação para as telonas digna de suas irreverentes tirinhas. Embora mais engraçado que o primeiro filme, Garfield 2 resultou em uma produção entediante, com chances de agradar apenas aos fãs mais entusiastas do felino. 
Após dar um jeito de acompanhar na surdina o seu dono (Breckin' Meyer, de Tá Todo Mundo Louco), que vai a Londres pedir a noiva (Jennifer Love Hewitt, da série Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado) em casamento, Garfield será confundido com um gato idêntico, herdeiro de um castelo. Sua vida de mordomia e banquetes, porém, não será das mais tranqüilas, já que o segundo nome na lista de herdeiros, o vilão Lord Dargis (Billy Connolly, de Sua Majestade Sra. Brown), está disposto a eliminar a concorrência e pôr a mão na fortuna. O roteiro à la O Príncipe e o Mendigo poderia ser uma grande chance para explorar todas as facetas de Garfield nas telonas, mas faltou imaginação. Conduzido de forma burocrática pelo diretor Tim Hill (Muppets do Espaço), o filme em raros momentos sai do humor óbvio. O resultado é uma produção ingênua para os adultos e lenta para as crianças. 
Os méritos da fita estão mesmo no aspecto técnico. A inserção do gato totalmente digital em meio aos atores de carne e osso é sempre brilhante. O mesmo acontece com a direção dos animais de verdade. Como se não bastassem os movimentos convincentes, os súditos do rei Garfield cachorros, patos, vacas e porcos - têm as falas mais engraçadas do filme, e acabam roubando a cena. Ou seja, Garfield 2 pode não ter a irreverência das tirinhas, mas funciona em seus momentos Babe O porquinho atrapalhado. O filme será lançado no país apenas na versão dublada, com o ator Antônio Calloni voltando a dar voz ao personagem principal.
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