Garota Infernal

Sinopse: Desde que eram pequenas garotas, Needy é muito amiga de Jennifer. No entanto, depois de uma tragédia em um show de rock, Jennifer começa a se comportar de modo estranho e mortes misteriosas acontecem na escola em que estudam.

Em 2007, a ex-stripper Diablo Cody encantou o mundo com Juno, uma história de amor que agrada garotas e acaba conquistando alguns rapazes. Em Garota Infernal (Jennifer’s Body) o foco da roteirista é totalmente o público masculino. A maioria das moças que se aventurarem a assistir ao filme correm o risco de se sentirem ofendidas.

A razão desse afastamento é uma série de cenas gratuitas que servem apenas para atiçar a libido dos marmanjos. O corpo de Megan Fox (Transformers 2) é exibido em modelitos curtos e justos para ressaltar suas curvas. Sua personagem é uma garota bem oferecida e há um grau de lesbianismo em algumas cenas.

Portanto, há todos os ingredientes que fazem os homens babarem, mas é bom manerar na empolgação. A fita é voltada para o público adolescente, então a sensualidade só pode ser sugerida. Prova da faixa etária da plateia pode ser percebida pela seleção das bandas que podem ser ouvidas enquanto se assiste a Garota Infernal: Panic at the Disco, Black Kids e outras músicas moderninhas.

A premissa não chega a ser totalmente original, uma vez que terror no colegial (ou ensino médio) já foi tema de muitos outros filmes, como as várias versões de Carrie, a Estranha. Por outro lado, o talento e a criatividade de Diablo ficam evidentes ao colocar tiradinhas espertas nos diálogos, formando uma sólida parte cômica no enredo absurdo. Conhecimento básico de cultura pop é essencial para entender muitas das piadas.

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Nota:
Crítica por: Edu Fernandes (HomemNerd)