 | O gênero cinematografico do suspense está passando uma fase de transformação no cinema. Isso porque é um gênero que ainda hoje traz bons lucros em termos de bilheteria. Atualmente, uma nova "mania" está tomando conta desse tipo de filme. Estamos falando das produções baseadas em contos japoneses e que tem o filme "O Chamado" (um dos maiores sucessos de bilheterias de 2002) como sua porta de entrada no cinema atual. Os escritores japoneses explicam que o mal apresentado sem forma definida, sem corpo ou massa, sendo apenas uma representação do terror, causa mais impacto na tela. Em "O Grito", que está em cartaz no Brasil desde o dia 7 de janeiro, esse terror toma forma a partir de uma antiga lenda japonesa que acredita que quando uma pessoa morre num momento de extrema raiva e ódio, o local onde ocorreu a morte fica acometido por um tipo de maldição. | Quebrar essa maldição é difícil, quem tenta entrar em contato com o local acaba ficando amaldiçoado e daí se discorre o roteiro do filme, que por sinal é feito de maneira muito original, montado como um como um quebra cabeça.Foi uma boa idéia dar a direção do filme para o diretor japonês Takashi Shimizu, que preferiu equilibrar a sultilidade com o comum exagero hollywoodiano, e isso garante bons momentos no filme, além de produzir boas imagens. As atuações são convincentes, (a protaganista Karen é interpretada por Sarah Michelle Gellar, a Buffy do seriado, que irradia carisma e dispensa qualquer tipo de atuação), o roteiro é instigante e a direção é competente. Enfim, um filme de suspense original, para se divertir e se assustar muito. Lembrando que a remessa de filmes baseados em contos japoneses não pára por aí. Com as sequências já garantidas de "O Chamado" e " O Grito", o diretor brasileiro Walter Sales ainda dirige o filme "Dark Water", que estreia em breve. Aliás, quem é que não gosta de se assustar de vez em quando? |