Guerra dos Mundos

O que acontece quando você junta um dos livros mais comentados da época, com a presença de Steven Spielberg, Tom Cruise e da novata e mega-talentosa Dakota Fanning, bate tudo no liquidificador, acrescenta efeitos especiais e manda pra Hollywood? Acertou: 'Guerra dos Mundos', um dos melhores filmes sobre extraterrestres malvados já criados.

Esqueça 'Independence Day', desta vez (graças a Deus) não veremos os EUA como o centro do universo (afinal, eles sempre são os atacados, e sempre salvam o mundo) e nem naves espaciais vindo do espaço. Veremos a dor, a luta e o sentimento de uma família para salvar-se em meio a uma invasão (que, por meios, acaba lembrando algumas guerras atuais).

Ray Ferrier (Tom Cruise) trabalha nas docas, é divorciado e não exerce nada bem a sua função de pai. Assim que a sua ex-mulher e o novo marido dela deixam seu filho Robbie e a pequena Rachel numa rara visita, inicia-se um estranha e forte tempestade. Momentos depois, num cruzamento perto de sua casa, Ray presencia um evento extraordinário: uma gigantesca máquina de guerra, que se move sob uma espécie de tripé, emerge do chão e, antes que qualquer um possa reagir, incinera tudo o que tem à vista. Este é o primeiro golpe de um catastrófico ataque alienígena contra a Terra. Ray se empenha em afastar seus filhos desse novo e impiedoso inimigo, embarcando numa jornada que os levará para o interior de um país assolado, onde eles se vêem envolvidos por uma desesperada multidão que foge de um exército extra-terrestre de Tripods.

A junção entre Spielberg e Cruise funciona melhor do que o visto em 'Minority Report', e o resto do elenco acaba dando um show de interpretação (afinal, Dakota é genial). Os efeitos especiais não são exercidos em excesso, criando um clima um pouco mais sombrio e real e meio ao ótimo roteiro, e não obscurecendo em nenhum momento as ótimas interpretações.

'Guerra dos Mundos' não chega a ser uma obra prima, mas como um filme comercial de férias é um tanto quanto satisfatório e interessante. Infelizmente alguns deslizes no final acabam prejudicando a história, mas ainda assim é um blockbuster recomendado a todos.

Nota:
Crítica por: Renato Marafon
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