Halloween - O Início

Terrivelmente sem graça e extremamente desnecessário. Esses as os principais adjetivos que caracterizem esta refilmagem do clássico Halloween, um dos poucos filmes de terror que conseguiu adentrar para o cânone das obras cinematográficas respeitadas pela crítica e pelo público. Rob Zombie toma a frente desta produção equivocada que já encontrava-se no reduto dos vendedores ambulantes e disponível para download há dois anos atrás.

Halloween, a versão de 1978 fez escola. Além de impulsionar o gênero e criar outros dois colegas para o vilão Michael Myres ( Jason, de Sexta Feira 13 e Freddy, de A Hora do pesadelo), Halloween tornou-se um filme de renome por trazer um serial killer instigante, um clima de suspense sufocante, atores talentosos (Jamie Lee Curtis) e um roteiro bem costurado, somados á uma direção segura de Jonh Carpenter.

O enredo do filme novo é algo parecido com a versão de 1978. Mas não seria um paradoxo se tratando de uma refilmagem? Sim, seria. Michael Myers esteve enclausurado numa instituição mental por 17 anos - desde os 10 anos - e, agora que cresceu e está livre, continua uma pessoa perigosa. Ele está retornando para Haddonfield, atrás de sua babá (irmã), Laurie. Quem cruzar seu caminho estará mortalmente com problemas. Mas algumas pequenas mudanças foram realizadas: primeiro, o elenco, com exceção do menino escolhido para viver Michael Myres na infância é um horror. As cenas não alcançam êxito em nenhum momento, nem nas formulaicas perseguições entre vítima e algoz. Somente a canção tema perturbadora pode ser algo digno de nota.

Esperados por muitos, inclusive por mim, que tenho a coleção dos filmes do primeiro até a edição de comemoração de 20 anos (o melhor da série, depois do primeiro), Halloween versão 2009 malogrou. Uma pena. A continuação chega este ano. Quem quer ver?

Nota:
Crítica por: Leonardo Campos