Harry Potter e o Cálice de Fogo

Já se tornou algo normal dizer que, cada vez que estreia um novo filme de 'Harry Potter', ele surge melhor que seu anterior. E mais uma vez temos de revelar a mesma crítica: 'Harry Potter e o Cálice de Fogo' é o melhor filme da série até então.

A série 'Harry Potter' acaba se transformando em uma metáfora para o mundo real. Ela transmite o crescimento, as dificuldades das transições de idade, o medo, a criatividade e, desta vez, o sofrimento. Acompanhando a idade de seus protagonistas, o filme deixou de ser uma fantasia infantil para se transformar, praticamente, em um suspense adolescente. E o filme convence.

'Harry Potter e o Cálice de Fogo' é obscuro, com elementos dramáticos e, até, mortes. O poder de Voldemort cresce, as habilidades e confusão mental de Harry também, e é aqui que se inicia a batalha final de uma das maiores séries literárias da história. O fim está próximo.

Verão, Harry Potter, agora com 14 anos, sente sua cicatriz arder durante um sonho bastante real com Lord Voldemont, o qual não consegue esquecer; três dias depois, já em companhia da família Weasley, com quem foi passar o restante das férias. Na final da Copa Mundial de Quadribol, os Comensais da Morte, seguidores de Você-Sabe-Quem, reapareceram e alguém conjura a Marca Negra - o sinal de Lord Voldemort - projetando-a no céu pela primeira vez em 13 anos, causando pânico na comunidade mágica. Seu arquiinimigo Lord Voldemort (Ralph Fiennes) prepara-se para retornar à ativa.

O elenco também se firma mais a cada filme. Tanto os jovens atores, quantos os veteranos, criam personagens e personalidades bastante complexas e realista. O roteiro também evolui, o livro de mais de 700 páginas se transforma em uma complexa e bem estruturada linha narrativa.

Mike Newell, diretor de sucessos como 'Quatro Casamentos e Um Funeral', segue a mesma linha de direção de seus antecessores, e ainda adiciona a dramaticidade presente em seus filmes e cria um ótimo clima de suspense.

Como a vida e história de seus protagonistas, tudo na série evolui neste filme. E que venha o próximo nos surpreender.

 

Nota:
Crítica por: Renato Marafon
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