Um Homem Bom
Sinopse: Alemanha, década de 30. Haulder é um professor universitário que tem diversos problemas em casa. A solução para a situação complicada em que está a sua vida pode ser filiar-se ao Partido Nazista. Infelizmente, o que parecia ser uma onda passageira torna-se uma potência militar.

O personagem principal de Um Homem Bom (Good) é um comandante da SS, a polícia do nazismo. Para conseguir criar simpatia por esse sujeito, o filme mostra muito bem o calvário que o prof. Haulder passa em sua casa. Todos esperam que ele resolva todos os problemas o mais rápido possível, sem sobrar tempo para que ele tenha o mínimo de privacidade.

Para viver esse complicado (anti-)herói, nada mais apropriado do que um ator com o talento de Viggo Mortensen (Senhores do Crime). Apenas os diálogos que ele trava com Jason Isaacs (o Lucius Malfoy dos filmes de Harry Potter) já seriam o suficiente para valer o ingresso. Isaacs mostra uma forma dramática arrebatadora, como o psicólogo judeu que assiste impotente o nascimento do que seria o Holocausto.

Um Homem Bom consegue se destacar entre os inúmeros dramas situados na II Guerra Mundial por ser neutro. Os alemães não são retratados como animais irracionais sanguinolentos e preconceituosos, e os judeus não são apresentados como pobres coitados sofredores.

O diretor brasileiro Vicente Amorim (O Caminho das Nuvens) demonstra muita segurança em seu trabalho, conseguindo equilibrar todas as variáveis. Merece um destaque maior o impressionante, emocionante e memorável plano seqüência* que ele utiliza para finalizar esse interessante filme.

Nota:
Crítica por: Edu Fernandes
Site: www.homemnerd.com