Intrigas de Estado


Sinopse:
O deputado Collins estava tendo um caso com sua assistente, que morreu em um acidente no metrô. Com a morte da jovem, o caso veio a público e a reputação do político foi manchada. O repórter Cal MacAffrey está investigando a história e suspeita que se trate de um assassinato.

Hollywood cada vez arrisca menos em roteiros originais. Talvez por isso que livros, quadrinhos e peças de teatro são adaptados constantemente. Intrigas de Estado (State of Play) é uma adaptação mais rara, sendo originalmente um seriado da televisão inglesa. Do Reino Unido, praticamente a única coisa que sobrou no filme foi a presença de Helen Mirren (Coração de Tinta), no papel que era originalmente de Bill Nighy (Piratas do Caribe 3).

Desde sua concepção o projeto sofreu muitas mudanças, tanto na frente como por trás das câmeras. A perda mais sensível é a de Edward Norton (O Incrível Hulk), que tinha o papel do congressista, mas teve de abandonar a produção. Em seu lugar foi escalado Ben Affleck (Hollywoodland), com toda a expressividade de uma penteadeira.

O texto foi assinado por três dos mais talentosos roteiristas da atualidade: Matthew Michael Carnahan (Leões e Cordeiros), Tony Gilroy (Duplicidade) e Billy Ray (Quebra de Confiança). A soma dos talentos de cada componente desse trio não é garantia de total sucesso, já que mais para o final a produção acaba fazendo muita justiça a seu título. É tanta intriga dentro da intriga, mudanças de rumos repentinas e uma enxurrada de revelações que o espectador pode ficar fatigado. Nesse caso, menos é mais.

Por outro lado, o diretor Kevin Macdonald (O Último Rei da Escócia) consegue utilizar na hora certa e com a intensidade necessária os recursos que farão os corações na plateia baterem mais acelerados. Às vezes usando edição paralela, em outras uma trilha musical pungente, ou então o simples silêncio; há vários momentos de apreensão milimetricamente arquitetada, fazendo de Intrigas de Estado um thriller muito competente.

Fato nerd: Jason Bateman já interpretou um Relações Públicas em Hancock.

 

Nota:
Crítica por: Edu Fernandes (HomemNerd)

 


 


 

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