O Irmão Urso

A Disney não vem se acertando muito bem na blheteria com seus filmes em animação tradicional. Os últimos que fizeram sucesso, como Procurando Nemo, foram todos feitos por computação gráfica. Irmão Urso talvez seja a última tentativa do estúdio já que animação no lápiz e papel é muito demorado e dá um trabalho imenso, são necessários anos para que uma produção como esta fique pronta.

Deixando as questões técnicas de lado, Irmão Urso é um filme muito fofo, agrada os pequenos e não entedia os adultos.

Aqui há tudo o que já estamos acostumados a ver, a boa notícia neste caso é que os realizadores foram muito felizes em equilibrar todos esses clássicos elementos, uma história edificante, cenários belíssimos, personagens cativantes e os números musicais envolventes. As músicas no original foram feitas por Phil Collins que já fez a trilha de Tarzan, ganhando inclusive o Oscar. Destaque para a música Great Spirits com Tina Turner. É claro que na versão dublada não ouvimos nada disso, mas as versões brasileiras não chegam a estragar o filme. A voz em português do personagem título, é do excelente ator e já experiente dublador, Selton Mello. Ele já fez outro personagem que se transforma em bicho em A Nova Onda do Imperador. Outro grande atrativo da dublagem brasileira são as vozes de Marco Nanini e Luiz Fernando Guimarães, Eles estão impecáveis como dois alces irmãos.

A história não é lá das mais criativas, um adolescente índio, Kenai, é transformado em urso e tem que chegar a uma montanha para desfazer o feitiço. Na sua jornada tem a companhia de Koda, um ursinho órfão simpático e muito falante e os dois alces irmãos, o ponto cômico. Estes dois são personagens irresistíveis, preguiçosos, rabugentos e brigões. É claro que a mensagem é de amor ao próximo, respeito à natureza e à família e todas essas mensagens típicas da Disney, mas isso só enaltece a fita, afinal, qual é o problema em passar esses valores tão esquecidos às crianças?

Nota: 
Crítica por: Andrea Don
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