A Janela

Sinopse: Antonio é um escritor que vive sozinho com duas empregadas. Por causa da saúde debilitada, o idoso não pode sair da cama. Antonio espera a visita de seu filho depois de muitos anos afastados.

O diretor Carlos Sorin (Histórias Mínimas) retrata com muita sensibilidade a terceira idade em seu mais novo filme. O protagonista de A Janela (La ventana) é um clássico tipo do idoso debilitado: ele se recusa a seguir todas as recomendações médicas e abusa da saúde.

O sucesso do filme acontece muito por causa da atuação de Antonio Lareta. Essa é sua primeira experiência como ator de cinema e traz muita verdade ao protagonista. Sorin mostra-se um cineasta muito humano, por conseguir trabalhar com igual competência quando tem atores profissionais ou não-atores diante da câmera. A maioria dos personagens é defendida por pessoas sem experiência.

Outro elogio que Sorin merece receber é seu bom gosto ao posicionar a câmera. É perceptível que os enquadramentos e o posicionamento de atores e objetos foram muito bem pensados. Já no roteiro, ele deixa algumas lacunas e convida o público a preenchê-las, enriquecendo a experiência.

Tecnicamente, o som é uma área de destaque. A afinação do piano e o tique-taque do relógio, com ruídos repetitivos, ilustram muito bem o passar do tempo, tema de A Janela.

Todos que já tiveram alguma vivência com pessoas em estado parecido com Antonio se identificarão com as situações do filme. Lembranças de avôs serão revividas e a sensibilidade do desfecho deixará uma emoção bonita e possivelmente nostálgica nos corações da plateia.

 

Nota:
Crítica por: Edu Fernandes
Site: www.homemnerd.com