É interessante analisar como um filme de terror pode quebrar vários paradigmas de Hollywood. 'Jogos Mortais 2' conseguiu várias proezas: é uma super-produção com baixo orçamento (!), é tão bom quanto o original (!), é um filme de terror criativo e inteligente (!!) e é uma melhores películas do ano (!!!). Quando 'Jogos Mortais' estreou, no início deste ano, o filme chocou pela sua criatividade e violência, em uma produção que até então não tinha popularidade algum. A sequência já chegou com todo o fusuê da mídia e a expectativa dos fãs, e para ser um sucesso precisava de algo essencial: ser ainda mais criativo. E conseguiu. 
'Jogos Mortais 2' segue a mesma linha narrativa do primeiro: um jogo psicodélico de gato e rato, em que os protagonistas e espectadores tentam ser mais inteligentes que o vilão e os roteiristas. E não conseguimos: o filme consegue nos surpreender! Enquanto investigam os resultados sangrentos de um terrível assassinato, o Detetive Eric Mason tem a intuição de que trata-se de outro crime de Jigsaw, o notório assassino em série que desapareceu deixando um rastro de corpos e membros para trás. E Mason está certo. Jigsaw está agindo novamente. Mas, ao invés de duas pessoas trancadas numa sala com apenas uma impensável saída, há oito. Oito estranhos desavisados de sua ligação uns com os outros são forçados a entrar no jogo que desafia sua inteligência e coloca suas vidas em perigo. 
É claro que a série não pàra por aqui, mas, se a criatividade dos produtores continuar tão frutifera como nos dois primeiros filmes, estamos à frente de uma das melhores séries cinematográficas já criada. |