Jogos Mortais V

Com este quinto filme, a franquia 'Jogos Mortais' começou a perder de vez seu principal atrativo: a originalidade. Com o roteiro mais previsível da série, reviravoltas nada interessantes e uma mediana direção do estreante David Hackl (que assinou o design de produção dos últimos três filmes).

O roteiro não consegue segurar os pontos mais interessantes dos últimos quatro filmes, derrapa na criação de um novo vilão para substituir o falecido e interessante Jigsaw e se demonstra cansativo e alongado, criado para somente tirar dinheiro do público que acompanhou as aventuras sangrentas do "visionário" vilão que forçava as pessoas a darem maior valor à vida.

No quinto filme da franquia, Hoffman aparentemente é a última pessoa viva para dar continuidade ao legado de Jigsaw. Mas quando seu segredo é ameaçado, Hoffman deve empreender uma caçada para eliminar todas as questões pendentes.

Se o ponto principal do primeiro filme era a originalidade, e os restantes se apoiaram na criação de um vilão profundo e bem desenvolvido, este apela para elementos batidos de filmes de terror, clichês e armadilhas não tão divertidas para os fãs da franquia. O desenvolvimento dos personagens é ralo e as motivações são bem mal criadas, deixando o roteiro corrido e com argumentos sofríveis.

O ponto alto da produção é seu final, que somente foi criado para atiçar o público que acompanha 'Jogos Mortais' a se interessar pelo sexto filme, após esta fraca jornada em direção ao final de uma série que conseguiu se manter por bons quatro filmes.

Nota:
Crítica por: Renato Marafon
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