O que explica o sucesso da aparente infinita franquia de Jogos Mortais?
A sequência de abertura deste nos dá uma pista. Em uma praça pessoas começam a se amontoar em frente a uma vitrine onde estão dois rapazes desacordados estão amarrados cada um em uma ponta de uma mesa. Nas mãos eles têm uma serra elétrica. Quando acordam e pedem desesperadamente ajuda dos passantes as pessoas parecem não acreditar e apenas se limitam a assistir ao que virá. Não vou contar para não estragar a surpresa dos fãs, mas é óbvio que alguém vai morrer. É o nosso prazer pelo freak show.

O primeiro Jogos Mortais (Saw) de 2004 tinha seus méritos. Era a primeira vez que o espectador tinha contato com as engenhocas de Jigsaw e a revelação final do assassino realmente surpreendia. Ninguém podia supor a presença de Jigsaw em cena o tempo todo. Como superar esse elemento surpresa? Não se supera. As seqüências são apenas mais do mesmo. O assassino e seus seguidores bolando muitos jogos e a policia que nem barata tonta atrás dele.
Com “Jogos Mortais: o final” não é diferente. Há alguns bons momentos em que sentimos a pressão daquela situação limite. Mas nada que justifique esse número 7, que não, não será o último como engana o subtítulo.

O material de divulgação na internet destacando o 3D até gerou uma expectativa nos que queriam ver o sangue jorrar, mas o resultado final é puro caça níquel. Recomendo só para os fãs.